domingo, 30 de dezembro de 2007

Victoria Francés


Para o caso de me esquecer do nome da senhora, a mão que magicou estas e outras imagens de fazer cair o queixo foi a de Victoria Francés.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Maçã e Canela


Gosto de me sentar à lareira numa noite fria de inverno e sentir o calor de uma chávena de chá nas minhas mãos. O aroma doce da maçã acalma-me e o sabor quente da canela deixa-me desperta.
O ritual de beber o chá com vagar, saboreando cada gole faz parte do meu dia a dia e é apenas mais um dos pedacinhos de magia na minha vida.
Que muitos outros fiquem aqui registados para que sempre que me esqueça tenha onde me lembrar que em cada detalhe do meu dia há um momento mágico à espera de ser vivido.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Arrumar a casa

Para facilitar a arrumação, todos os escrivinhados estarão oraganizados na seguinte forma:

Na Sala
Ao pé da lareira - divagações em geral, pensamentos oh-tão-profundos
Sentada no sofá - conversas descontraídas e risadas em geral
À janela - o que se passa na rua, cusquices e maldizer.
Em frente ao altar - rituais, tudo o que estiver relacionado com wicca

Na Cozinha
Ao fogão - Receitas de paparocas que se fazem cá por casa
A olhar para a dispensa - Propriedades de ingredientes, receitas ainda não experimentadas

No Quarto
Na cama - Sonhos, mézinhas para dormir melhor, conversas de almofada
A olhar para o guarda-vestidos - Tudo o que for relacionado com roupa (ai, as queixas...)

Na Casa de Banho
De molho na banheira - Receitas para sabonetes, dicas para banhos relaxantes
Em frente ao espelho - Receitas para loções e cremes, máscaras e perfumes

Na Varanda
A olhar para o céu - postas sobre o estado do tempo e coisas que tais.
A tratar dos canteiros - informações sobre plantinhas bem como as desventuras das minhas plantações.

No hall de entrada - Posts como este que apenas servem como boas vindas e informações relativas ao blog.

De viagem - porque eu às vezes saio de casa. Às vezes... :)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Sabemos que...

.. a nossa cadela nos respeita à brava quando se aproveita de um momento de desequilibro para nos roer o chinelo enquanto choramos no ombro do nosso namorado. E sim.. o chinelo estava NO MEU PÉ!!!! *1


... que precisamos de parar um bocadinho quando depois de nos esquecermos da luz da casa de banho ligada dois dias seguidos chegamos ao pé do nosso prédio, olhamos para a janela do terceiro andar (quando moramos no primeiro) e dizemos: FOGO, esqueci-me da luz do vizinho acesa. ... ... ... e só nos apercebemos do que acabámos de dizer quase um minuto depois. *2


... que estamos a ser teimosas demais quando carregamos no disjuntor errado e, apesar de sala continuar perfeitamente iluminada, insistimos que a luz está apagada porque já desligamos o disjuntor. *3


*1 - Nada de dramático. Apenas variações hormonais.
*2 - Como é óbvio agora não se pode ver a luz acesa que lá se diz: "e lá deixamos outra vez a luz do vizinho de cima acesa".
*3 - Até a minha teimosia se rendeu à evidencia alguns segundos depois... a sério!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Como ser gorda e feliz?

Alguém perguntava como fazia para "não me importar de ser gorda".

Como ser Gordinha e Feliz?


Conselho nº 1
Perceber o que te incomoda no teu peso. É a preocupação do que os outros pensam, a maneira como as pessoas te olham ou és tu que te sentes demasiado pesada e isso afecta o teu bem estar físico. Se é a segunda, acho que não dá para ser feliz sendo gordinha da mesma maneira que não dá para estar confortável com uma roupa que magoa e é apertada. Se é a primeira, então é uma questão de mandares os outros dar uma grande volta ao bilhar grande, porque quem te julga apenas pelo teu peso não merece que te preocupes com a sua opinião.
Conselho nº 2
Compreender que ser gorda ou magra depende de ti. Se quiseres (com apoio médico, obvio, para não caíres em dietas maluquinhas) podes fazer uma dieta e perder peso. Ser gorda não é uma maldição, tu é que decides como queres o teu corpo! Se fores como eu e achares que mais vale ter um pouco mais de dificuldade em encontrar roupa que te sirva do deixar de comer o que gostas, então viva a gordura (desde que não te provoque problemas de saúde, obviamente). Se achares o contrário, então viva as dietas (mais uma vez, desde que não provoquem problemas de saúde).
Conselho nº 3
Não pensar ?tenho de emagrecer porque senão nunca vou arranjar namorado?. Mas o que é isto? Que raio de gajo/a é esse/a que só gosta de ti se fores magra/o??? Assim sendo mais vale ser bem redondinha para evitar esses trastes. Eu sou bem cheiinha e tenho namorado e ele gosta de mim assim, com todas as minhas banhas e gorduras. Quando for mais velha, tiver rugas e cabelos brancos sei que vai continuar a gostar de mim e do meu corpo tal como ele é. Não tenho de me preocupar com a possibilidade de ele deixar de gostar de mim se me vir mais despenteada ou com aquele ar amarelado com que ficamos quando estamos doentes. Ele gosta de mim por inteiro, conteúdo e embalagem, com pneus Michelin e tudo! Um homem que não gosta de ti por seres mais redondinha não merece o teu tempo!
Conselho nº 4
Ser gorda por vezes não é fácil. Há comentários, risinhos, pessoas que olham de lado se vestimos uma roupa que não está catalogada como "roupa horrível para gordos". O meu conselho para ultrapassar estas dificuldades é o seguinte: passa por essas mesmas pessoas a comer um brutal gelado, bem carregadinho de calorias e comenta "ai que bem que isto me sabe" enquanto imaginas as 2 folhas de alface e as 100gr de bife grelhado que elas comeram ao almoço. Que se lixem as expectativas dos outros. Veste o que quiseres, da cor que quiseres e do tamanho que quiseres. Pautar o nosso volume corporal pela opinião dos outros é o mesmo que pautar a nossa opinião política, a nossa religião ou as pessoas de quem gostamos por aquilo que os outros acham bem.

sábado, 4 de novembro de 2006

Dia das bruxas

Se mais alguém me diz que o Halloween é uma importação manhosa e me dá com aquela treta do consumismo leva porrada.

Número 1 - Halloween não é só o "trick or treat" que se vê nos filmes. Quem diz à boca cheia que é uma americanisse deveria ficar a saber que afinal os americanos importaram a "moda" daqui pertinho, mesmo por cima de nós. A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a atual ilha da Irlanda, Escócia e as ilhas britânicas entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.
Samhain (nome original deste dia) era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o "véu" entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue. O Samhain era comemorado entre a noite de 31 de Outubro e dia 1 de Novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses.

Uma vez que entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1 de Novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês) acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe'en -> Halloween.

Número 2 - A tradição de pedir bolinho não foi importada.. é nossa mesmo e bem antiguinha. Numas zonas pede-se "o bolinho", noutras o " pão por Deus", noutras o "pão pelas alminhas" etc. Esta é uma tradição que nasceu da necessidade, numa época em que ainda se andava descalço, em que uma sardinha era para 5 e que a televisão não trazia para cá "manias dos estrangeiros".

Número 3- A Taralhoca que quer dar porrada nos miúdos então também devia dar porrada nas pessoas que compram flores para levar ao cemitério porque a importação é exactamente a mesma... uma adaptação de uma celebração pagã que passou a celebração das religiões mais populares hoje em dia.

Estamos entendidos em relação a isto? Sim?

sábado, 9 de setembro de 2006

Aquilo em que acredito

Vamos lá desfazer confusões.
Se me perguntarem de que religião é que eu sou, eu vou ter de vos responder: Wicca. Não vou explicar tim-tim por tim-tim o que isso significa porque senão havia por aí muito boa alma a adormecer em frente ao computador mas vou dar-vos os traços gerais.
Wicca é uma religião pagã e ao contrário do que muita gente pensa isso não significa que não tenha princípios, que acredite em Satanás, que os seguidores vendam a alma ao diabo ou que acredite em 25436,5 deuses diferentes.
No paganismo nem sequer há um demónio, um Satanás... figura mítica característica de religiões judaico-cristãs.
Paganismo é o culto à Natureza, a tudo o que nos envolve, ao universo e os deuses das várias religiões pagãs são normalmente personificações ou símbolos desse respeito ao universo. No caso da minha religião há um Deus e uma Deusa que simbolizam as duas faces (masculina e feminina.. duhh) da energia da Natureza.
As religiões pagãs caracterizam-se por uma forte ligação à terra e aos seus poderes, pela noção cíclica do tempo (o que morre volta a nascer) , pela crença na igualdade de todas as formas de vida e consequente respeito por todos os seres vivos e pela ausencia da noção de pecado.
Vamos agora passar para um plano menos geral.
A Wicca é uma religião não-dogmática; ao contrário de qualquer outro sistema religioso maioritário, não há uma forma "certa" ou "errada" de conduta. O indivíduo é livre de seguir uma das tradições principais ou de encontrar o seu próprio caminho. São as crenças, a filosofia e a ética que são importantes, não a sua expressão exterior.
A minha religião em particular tem como fundamento básico (e único, pode-se dizer) : “faz o que quiseres desde que não prejudiques ninguém, nem a ti mesmo.
Agora digam-me cá.... com este resumo muito resumido, será que de uma vez por todas se acabam as confusões?

sábado, 8 de julho de 2006

Posta Grande

Para quem, por alguma razão que penso que possa estar relacionada com as palmadas que levou de cabeça para baixo ao nascer, sentia falta de tal coisa.

Oh minha gente... por aqui não se passa grande coisa apesar do cenário que se vê da minha porta me levar a crer que estou num filme de cowboys. Sabem... grande área de terra batida, muito pó... só faltam os dois cowboys em duelo.
Perdi uma régua não sem como. A dita cuja tinha 27 cm e mesmo assim eu consegui perde-la! É que não está nas gavetas, nem no balcão, nem na casota! E acreditem, nestes ultimos dias tive muito tempo para a procurar porque os clientes que por cá apareceram contam-se pelos dedos as mãos e olhem que deviam estar mesmo desesperados para atravessarem o estaleiro das obras. Eu tinha medo. Nunca se sabe quando é que os cowboys resolvem aparecer e não me queria arriscar a ser apanhada no tiroteio. Até porque não tenho nome para isso! Para se estar num duelo de cowboys tem de se ter um nome do tipo... Caracoizinhos Mão Leve ou Sorrateira Dedos Rápidos.
Hoje estou numa de contrariar o mundo, por isso, em toda a minha largura, vesti uma camisola de riscas horizontais cor de rosa. É toda catita e em brilhante nas mamas diz: "Jeans". Não faço a mínima ideia do significado de tal coisa, mas parece-me uma afirmação com carácter para se ter nas mamas.
Amanhã é sábado e o Continente vai estar à pinha. Ainda bem que eu não vou ao Continente aos sábados.
Tenho passado muito do meu tempo na loja (sim, eu agora tenho muito tempo livre na loja .. RAIOS PARTAM AS OBRAS!!!!) a pesquisar e aprender como se faz sabão e velas. Em breve a Bit One será um lugar mais cheiroso porque vou encher isto de cestinhos com velinhas e sabonetes lindinhos e com aromas como "glória da manhã" e "és mesmo forreta" (acho que este vai ter muita saída no dia dos namorados).
Como podem verificar este blog está seco porque aqui não corre muita água... mas palha.. palha arranja-se sempre! :P

sábado, 1 de julho de 2006

Quando for velhinha



Vou ser assim.
E vou fazer bolachas para os meus netos nas tardes de sábado.
E os meus filhos vão-me olhar de lado porque sou um mau exemplo para as criancinhas....
E quem sabe, ainda arranjo uma a quem possa dizer: "Hey, my little witch.... let's go inside and do some spells?"
É um bom desejo para a vida, não? Muitas boas recordações para partilhar com os que hão-de vir.
Isto, é claro antes dos netos chegarem á adolescencia e começarem a fazer caras de nojo porque: "eeewwwww... a avó está a dar beijos ao avô outra vez!!!!!". Aí corro-os todos à vassourada e só lhes volto a fazer bolachas se eles me forem buscar uma sandocha ao Subway!

Ihihihih <-- riso de avózinha maléfica! :P

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Visita por terras de felinas

A Gata apareceu vestida, tal como me informou numa mensagem, com uma camisola azul bebé e com o seu gajo vestido de preto ao lado. Não sei se foi coincidência ou combinação maldosa por parte dos habitantes da figueira, mas antes dos meninos aparecerem passaram por nós uns 3 ou 4 casais vestidos com as mesmas cores.
Lá fomos nós conhecer a famosa Rubi (com que então a gata tem mau feitio, hein???), o Vicente (que fugiu a sete pés de nós, o tímido) a Aisha (será assim que se escreve o nome da cadela eléctrica?) e a Sissi (um docinho de olhos esbugalhados). Também conhecemos o pai da Gata, mas eu não o quis misturar com os bichinhos.
A Gata ficou muito admirada por eu cheirar bem, o que me deixou um pouco apreensiva em relação á imagem que passo de mim mesma através do blog... quem mais acha que eu cheiro mal, hein?
Os nossos anfitriões levaram-nos a conhecer todos os pontos importantes da sua cidade e a comer uns folhados fenomenais e depois voltamos todos para o aconchego do lar para fazer a lasanha prometida. Sim, eu ocupei a cozinha da Gata para fazer o jantar. E ela tem tudo documentado porque eu não podia fugir da máquina fotográfica uma vez que estava agarrada ao fogão.
A sobremesa ficou a cargo da Gata que fez uma magnifica tarte de limão. Fiquei com pena de já estar tão cheia e não ter comido mais.
Depois do jantar fomos passear mais um pouquinho, olhar para a lua cheia (vá meninos, em conjunto: uhhhh, ahhhhh... a lua cheia!) e para a bela da paisagem vista da serra.
No dia a seguir (sim, porque nós abancámos por lá!) a Gata (coitadinha, ainda com os olhitos inchados de sono) levou-nos a almoçar a um restaurante típico e saudável (leia-se “hummmm... hamburgues e salsichas e resmas de molhos, miam!”). E para sairmos de lá com a boquinha doce fomos à Farggi comer um delicioso gelado.
Conclusões desta visita:
A Gata é uma gaja simpática, divertida, educada e disfarçadamente TARADA!!! Ai sim, ai pois é!!!
O João também é um tipo com piada, que supostamente tem uma macaca e que NÃO cantou, NEM fez magia, NEM me deu um autógrafo!!!! O sacaninha! Ahhh... mas eu apanho-o! Oh lá se apanho! Não se escapa!
Na Figueira há muita coisa para se fazer, como comer, comer, comer e comer! Bela cidade! :P
Os bichos da Gata têm cada um a sua panca e cada um pior que o outro.
Foi muito giro. Agora é a tua vez, ouviste Gata?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Joaninhas, minhocas livros e hábitos estranhos

Comecemos pelos hábitos estranhos. A Gata mandou-me espetar aqui com 5 manias peculiares minhas e eu faço sempre o que a minha chefa me diz (excepto quando me diz para ir ao Luso a meio da noite):

*Gostar de dormir de dia e estar acordada de noite. Durmo mil vezes melhor com a luz do dia. Não sei se tem alguma coisa a ver com o meu fuso horário mental, se ainda são sequelas do “medo do escuro” ou se é mesmo para ser do contra e estar ao contrário de toda a gente.

*Enquanto lavo os dentes penso sempre em lavar escadas. Imagino que estou a esfregar uns degraus que aparecem no filme da disney Branca de Neve, logo no inicio...

*Utilizar as palavras “despipar”, “pipar”, “pipo” e “bronhar” para tudo e mais alguma coisa. Exemplo: “Passa aí o pipo que isto despipou-se tudo e ficou todo bronhado, mas tenho de ter cuidado, porque se acontece como da outra vez quando o pipei ainda me despipo a rir”.

*Ler as ultimas frases dos livros para saber se valem a pena ler ou não.

*Limpar as orelhas com cotonetes não porque seja necessário mas porque me sabe bem. Adoro enfiar cotonetes nas orelhas... e guardem os comentários porcos, ok? :p

E, para não variar, quem quiser partilhar comigo e com o mundo os seus hábitos estranhos, força, em frente com isso!
Quanto à parte das “joaninhas, minhocas e livros” são tudo coisas que fazem parte do meu novo projecto. Numa tentativa de equilibrar o orçamento familiar aqui de casa e contrabalançar certas e determinadas sabotagens por parte de certas e determinadas pessoas, resolvi ocupar o meu tempo em casa a fazer alguma coisa que se possa vender. Ora como eu não sou lá assim muito prendada para rendas e tricots e não chego aos calcanhares das meninas que por aí andam a fazer brincos e colares e pulseiras, resolvi ir à procura de algo que eu fizesse bem e que não houvesse à venda em muito sítio. Sim, estou a esquivar-me da concorrência, e depois?
Mas afinal o que é que eu sei fazer? Sei cozinhar, mas não me parecia muito viável vender comida via net.... :P Também sei fazer livros em branco, saber apanhado por necessidade visto existirem tão poucas lojas que vendam livros encadernados bonitos e robustos (e as que vendem, santa pipoca, 30 euros por um livro A4 com meia dúzia de páginas até doi!). Assim, e após uma busca por esses blogs de gente prendada a fora, decidi dedicar-me aos livros porque aparentemente ainda ninguém se tinha lembrado de tal coisa. Boa!
Faço livros A3, A4, A5 e A6. Todos cozidos à mão e colados, com capa dura forrada com os mais variados tecidos.
Ora como os livros demoram muito tempo a secar e eu só tenho um torno, tinha de me entreter nos tempos mortos, por isso juntei à minha lista de tarecos umas joaninhas e umas minhocas de pompons de lã.
A Kooka fez o favor de me comprar as minhas primeiras duas joaninhas e ofereceu-se para levar as minhas tralhas para a feira Feira de Artesanato de Sesimbra (Zimbr'arte) onde ela vai no próximo domingo por isso estou toda entusiasmada. Os interessados a feira realiza-se no Largo da Marinha (Fortaleza de Santiago), junto à marginal, entre as 10h e as 18h.
Já estou a tratar de tirar muitas fotografias para toda a gente poder ver em que ando entretida e para que quem quiser (que subtil, hein?) poder fazer as suas encomendas aqui à je.
Vá desejem-me sorte!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Momento levemente surreal

Após ter contado ao Nuno que tinha sonhado que o Pierce Brosnan me tinha mandado saltar de um avião que ele próprio tinha avariado (tirando-lhe toda a energia excepto a da casa de banho, segundo me informou o próprio), deu-se esta magnifica conversa:

Nuno - Mas ....... ....... ainda funcionavam!
Rita- Os lémures????
Nuno (a rir-se da minha cara, obvio) - Os LEMES, os lemes ainda funcionavam!

Não sei se lémures a funcionarem num avião seriam uma mais valia ou não... mas sempre entretinham os passageiros enquanto cantavam "I like to move it, move it!.

sábado, 14 de janeiro de 2006

Passando o tempo

Há 10 anos atrás...
1. Tinha mudado há pouco tempo de Lisboa para Leiria
2. Estudava num colégio de freirinhas
3. Não tinha franja.

Há 5 anos atrás...
1. Nasceu a minha Iara linda.
2. Fui a Londres e apaixonei-me pelo musical Fantasma da Ópera.
3. Estava no 12º ano

Há 2 anos atrás...
1. Mudei-me com o meu Amor para a nossa primeira casa.
2. Adoptei dois gatos
3. Mudei de universidade

Há 1 ano atrás...
1. Fiz uma coisa muito estúpida.
2. Tive muitas dúvidas existenciais.
3. Tomei decisões de que não me arrependo.

Ontem...
1. Fui “passear” com o meu Amor e ajudá-lo no seu trabalho.
2. Falei no messenger.
3. Adormeci meio revoltada com o mundo sem saber porquê, mas a culpa deve ser das hormonas.

Hoje...
1. Fiquei sem um bocadinho da minha mão direita e tenho de agradecer ao meu gato tal acontecimento.
2. Almocei com o meu Amor.
3. Vou comer pãezinhos da pizza hut porque não consigo cozinhar com a mão inválida.

Amanhã ...
1. Olhar para a mão com ar de má para ela não me dar problemas.
2. Fazer um jantar especial para dois.
3. Fazer algo de diferente.

Cinco “coisas” sem as quais não consigo viver:
1. O meu Amor.
2. Os meus amores.
3. Comida!!!
4. Bom humor.
5. Finais felizes.

Cinco coisas que compraria com 1000 euros:
1. Muitas idas ao Horly!
2. Uma máquina fotográfica daquelas que só falta tirar fotos sozinha.
3. Prendas para quem merece :P (tipo pai natal... ihih)
4. Livros, maquilhagem, sapatos, fios, coisas para a cozinha e coisas para os computadores.
5. Umas ferias a dois com muitos passeios.

Cinco maus hábitos que tenho:
1. Comer demais.
2. Beber pouca água.
3. Beber muita coca-cola.
4. Ser uma sedentária do caraças.
5. Ter medo de conduzir.

Três coisa que me metem medo:
1. A minha imaginação
2. Grandes quantidades de água em movimento.
3. Alturas.

Três coisas que tenho vestidas:
1. Meias quentinhas
2. Camisola felpuda
3. Um soutien às risquinhas.

Três coisas que quero mesmo muito neste instante:
1. Companhia do meu Amorzito.
2. Ganhar o euro-milhões (dava jeito, não era?)
3. Que a minha gatinha deixasse de espirrar, coitadita.

Três lugares que gostava de visitar
1. Las Vegas
2. Irlanda
3. Japão


Quem tiver pachorra para responder a estas coisas, força! Eu ia gostar muito de ler as vossas respostas! Quem gostar da ideia, por favor avise, para eu poder ir cuscar!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Falta-me paciencia

Estava eu a ler este blog que até me parecia muito engraçadito para os meus gostos (blogs com putos... sabem como é) quando me deparo com isto:

“Não, não fui capaz de lhes dizer que há pais que abandonam os filhos. Não fui capaz, pronto! Em vez disso disse-lhes que há pessoas sem dinheiro e sem possibilidades de criarem os filhos e que os têm de mandar para uma instituição... isto claro dito numa linguagem mais acessível... mas é difícil, porra!
- Mas porque é que mesmo os pobres têm de pagar as coisas?
- Toda a gente tem de pagar, filho. E depois há pessoas que têm muito dinheiro e há outras que não têm nada... E há pessoas que nem têm dinheiro para comprar comida...
- Mas então assim depois morrem de fome!
- Pois é, querido, no mundo há pessoas que morrem de fome.
O David fica pensativo. Depois diz:
- Sabes, eu acho que essas pessoas más que ficaram com o dinheiro todo foi quando os bons estavam a dormir e depois quando acordaram os maus tinham ficado com o dinheiro todo e essas pessoas tinham ficado pobres! E não puderam fazer nada!
- Pois é, filho, deve ter sido assim...
Como explicar-lhes que nesta luta desigual não são os "bons" que vencem?
Como explicar-lhes que quem governa o mundo são os "maus"?”

Agora digam-me... expliquem-me como se eu tivesse 4 aninhos: porquê??? Porque é que quem tem dinheiro tem de ser mau? Porque é que quem vence na vida é automaticamente rotulado de sacana que deve ter passado por cima de uns 20 sem olhar para trás? Porque é que desde pequenino se ensina às crianças que “o patrão é mau”.
Digam-me... não há pessoas pobres más, não? São todas muito boazinhas?
Ser pobre é sinónimo de se ser boa pessoa?
E a culpa da falta de dinheiro de TODAS as pessoas pobres é de TODAS as pessoas ricas?
Tal e qual como há muita gente que enriqueceu a explorar ou outros há muita gente que não tem dinheiro porque não se esforça ou porque o gasta todo onde não deve!
Já para não falar do conceito oh tão optimista de que “quem governa o mundo são os “maus””.
O mundo não é perfeito, mas também não é a merda que muita gente para aí diz!
Eu hoje definitivamente não estou com paciência para estas coisas...

sábado, 17 de dezembro de 2005

Como me irrita

A falta de respeito pelo próximo, pelo semelhante, pelas pessoas, fogo, o que lhe quiserem chamar.
Pessoas que se metem à frente em filas.
Pessoas que pisam e empurram e seguem como se nada fosse.
Pessoas que sujam o que não é delas.
Pessoas que gozam com diferenças para parecerem engraçadas aos olhos de quem as rodeia.
Pessoas que tratam melhor um senhor de fato que uma criança de mochila.
Pessoas que estragam apenas porque não lhes pertence.
Pessoas que insultam apenas porque não lhes é familiar.
Quase que posso dizer que me irritam as pessoas em geral.
Salvam-se algumas pérolas que devem ser bem protegidas por serem tão raras.
Vá... respirar fundo e lembrar: tudo o que vai, volta. Eventualmente.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Caminhos

Ah... a eterna pergunta... qual é o nosso caminho? Que direcção devemos tomar, qual o lado da estrada escolher.
Com certeza que estas problemáticas assolam muitas alminhas nos mais diversos níveis. Neste post vou dedicar-me à escolha de caminhos no plano espiritual.
Sim, porque eu também sou uma gaja com pensamentos profundos e essas tretas todas.
Fui educada pelos meus pais e pelos meus avós (e pelo Walt Disney, mas esse nunca me mandou postais no Natal).
Os meus avós maternos são católicos light, ou seja, não vão à missa mas rezam em casa e até houve alturas em que a minha avó rezava o terço para me adormecer (era o desespero, coitadinha :P).
Os meus avós paternos vão a Fátima acender velinhas, pagar promessas (não de joelhos, felizmente) e até têm um conjunto de pequenos milagres que lhes aconteceram e de que a minha avó muito se orgulha.
Os meus pais... bom, o meu pai é tão ateu que quase faz disso uma religião. Para ele acreditar em alguma coisa, qualquer que seja, denota falta de inteligência e fraqueza de espirito. A minha mãe já foi católica fervorosa mas depois dedicou-se ao ateísmo desconfiado. Ou seja, é daquelas pessoas que dizem “ eu não acredito em bruxas, mas que as há, há!”.
Cresci no meio desta mistura e apesar dos esforços herculineos do meu pai, eu acreditava. Não sabia muito bem em quê... mas acreditava. No vento, na lua, nas estrelas, na chuva... talvez a culpa fosse efectivamente do Walt Disney que não mandava postais no Natal mas que me deliciou com contos de fada.
Lá pelos meus 15 anos (no climax da adolescência, portanto) deu-me uma crise espiritual. Que coisa, estava farta de não ter um nome para chamar àquilo em que acreditava!
Fui então em busca da religião que englobasse os meus princípios.
As mais “populares” foram imediatamente descartadas por me fazer muita confusão o conceito “sofre em vida para seres feliz depois da morte”. Ora se havia coisa de que eu tinha a certeza era de que se eu estava aqui era para ser feliz.
Não demorou muito para que a minha busca por uma religião cuja entidade divina estivesse ligada à Natureza me levasse para o paganismo. Mas aí ainda tinha outro problema. Continuava a ter várias religiões com hierarquias. Ora outra coisa que fazia parte da minha lista de requisitos era “cada um sabe de si e escolhe a forma como quer viver a sua espiritualidade sem ter de “obedecer” a ritos e práticas ditados por outros indivíduos”.
Quando juntei à lista os pontos: “ acredito que sou capaz de mudar a direcção da minha vida e ter controlo sobre o meu destino”, “acredito que tudo tem o seu “espirito”, a sua energia e que podemos trabalhar a nossa” e “não acredito em coincidências e sei que as coisas acontecem por uma razão”, a escolha foi fácil.
Encontrei a religião Wicca, na sua vertente para praticantes solitários.
Pesquisei muito sobre o assunto, aprendi as crenças e regras de cada tradição. Umas guardava para mim, com outras não concordava e punha para o lado.
No fundo Wicca permitiu-me guardar os ensinamentos das várias religiões que faziam sentido para mim e deixar de fora os que iam contra os meus princípios.
A regra principal, o princípio base era “faz o que quiseres desde que não prejudiques ninguém (incluindo tu mesmo)” e pareceu-me o melhor dos conselhos que se pode dar a alguém.
Afastei-me um pouco do meu caminho nos últimos 3 anos, não porque acreditasse menos mas porque, sim confesso, tinha um bocadinho de medo que o Nuno se sentisse pouco à vontade quando eu andasse a fazer círculos e rituais lá por casa. Não queria que ele sentisse que eu o ia empurrar para as minhas convicções.
Sim, eu sou uma parva. Eu sei. A verdade, disse-me ele à pouco tempo, é que ele sempre se sentiu próximo do que eu acreditava e sentiu que eu não o queria incluir nesse “meu mundo”.
Enfim, agora andamos os dois entretidos... ele a aprender e eu a relembrar. Sabe muito bem partilhar este meu lado com ele. Faz ainda mais sentido.
E vocês aí desse lado? Em que acreditam?